Eu tô ficando é velho, não é doido não!

idades, crise, felicidades, prazeres, tempo e 30 anos.

FRANCES RAAAAAAAÁ

FR

Às vezes você se pergunta: quando foi que crescer começou a ser doloroso?

A resposta para essa pergunta pode estar no filme Frances Ha, do diretor Noah Baubach, de roteiro dele e de Greta Gerwig, que também interpreta Frances.

No filme, Frances é uma moça chegando nos 30, mas que não está no lugar que acharia que estaria naquele momento. No entanto, a vida não está ruim… ainda. Ela divide o apartamento com a melhor amiga, tem um namorado e um trabalho cheio de expectativas e que é o que ela ama fazer – dançar.

Seu namorado a convida para morarem juntos, mas ela recusa porque acaba de renovar o contrato com a amiga. Muito ofendido, ele decide terminar o namoro. Ao chegar em casa e encontrar a amiga, esta, muito animada, lhe anuncia que está indo morar com o namorado. Aí por diante, Frances vai só descendo ladeira a baixo: vai se mudando para lugares cada vez piores, sua sorte com os homens não melhora, e o dinheiro vai ficando mais curto até ser dispensada completamente do emprego.

Até o momento que ela decide dar a grande virada – uma viagem a Paris de apenas dois dias e que ela não tem condição nenhuma de pagar – é uma completa catástrofe. Bom, uma catástrofe engraçada pra gente, mas trágica para ela.

Ah, é verdade, esqueci de comentar. O filme é uma comédia.

Dá tudo tão errado na vida da Frances e aconteceu uma identificação tão completa entre mim e ela que, antes de terminá-lo, eu liguei para minha amiga que o havia indicado e disse:

Se a vida dessa égua não melhorar eu me mato, porque minha vida está tão igual à dela que se nada de bom acontecer eu perco totalmente a esperança.

A boa notícia é que eu estou aqui agora escrevendo este texto.

No fim, a vida da Frances não se resolve magicamente e, melhor de tudo, a solução dos problemas dela não é encontrar um príncipe encantado. Casamento não é resposta para nada. #fikdik

Está tudo lá, na fotografia em preto e branco: os pais que amam, mas não sabem o que fazer para ajudar; os amigos que meio ajudam, meio acabam com a pessoa; o emprego dos sonhos e o trabalho de merda que você tem que fazer para pagar as contas…

Mas acima de tudo isso está Frances. Muito divertida, muitas vezes bonitas, algumas vezes triste, sempre precisando de dinheiro. Ela está em todas as tomadas do filme. Não há uma cena em que ela não apareça.

E o que isso quer dizer? Que por menos controle que tenhamos, somos sempre os protagonistas da nossa vida e que um final feliz é uma opção possível.

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Um comentário em “FRANCES RAAAAAAAÁ

  1. Ben Oliveira
    6 de julho de 2014

    Adorei seu texto, querido!
    Assisti ao filme hoje e simplesmente não pude deixar de me identificar com a protagonista. Às vezes, ou quase sempre, as pessoas ao nosso redor não conseguem nos entender ou a profundidade de nossos sonhos e desejos.
    Gostei que no final, mesmo ela se ferrando toda, a amiga estava noiva, mas deixou a carreira de lado, mas a Frances se sentiu realizada. Ufa, né?
    Abraços

    Curtido por 1 pessoa

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Publicado às 16 de abril de 2014 por em Filmes, Humor, Memórias e marcado , , , .
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