Eu tô ficando é velho, não é doido não!

idades, crise, felicidades, prazeres, tempo e 30 anos.

GENTE QUE NASCEU EM 90

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Uma amiga, mais ou menos da minha idade, me contou que estava ficando com um cara que não deixava ela saber a idade dele por nada nesse mundo. Ela pensava: ele deve achar que eu sou um mulherão de 30 anos e ele é só um garoto de 23. Mas a verdade veio à tona quando ela fez a simples pergunta:

O que tu lembra da copa de 94?

Nada, foi o ano em que eu nasci – respondeu ele se afundando na cadeira sem saber onde enfiar a cara de vergonha.

Eu e meus amigos da minha faixa etária costumávamos tirar onda com quem nasceu na década de 1990. Achávamos eles engraçados e estranhos, principalmente porque eles não viram ou não viveram algumas coisas que nós. A gente ainda pegou um forte período de recessão econômica o que nos mostrou como era difícil comprar um bombom porque da manhã para a noite o preço mudava. Vimos também uma explosão de peitos e bundas na TV por causa do fim da censura. Era muito divertido.

E das coisas mais interessantes da galera que nasceu depois da década de oitenta é ver como alguns deles falam dela: aquilo que era época, aquilo que era música, aquilo que era novela. Eu sempre sou desagradável o suficiente para dizer Vocês dizem isso porque não viveram, porque era muito era ruim, tudo feio, exagerado, ninguém tinha dinheiro para nada.

Esse pessoal veio de uma época com uma certa estabilidade. O Brasil estava um pouco mais firme no plano democrático, já havia uma constituição, logo surgiu o Real e as pessoas estavam começando a experimentar a máxima de que “um pouco menos poderia ser mais”.

Todavia, um ponto que me incomoda bastante na geração de 1990 é a forma como eles se comunicam. Quer dizer, como mal se comunicam. Eu me pergunto se eles realmente se entendem quando falam uns com os outros, porque eu, em diversos momentos, não entendo muita coisa.

Eu poderia citar aqui o pior dos exemplos para mim: TÔ DE BOA! Meu amigos já sabem que eu me lancei numa campanha para abolir o TDB. Calma, não sou maluco de querer dizer aqui que não se deve falar nunca essa expressão. Eu só quero estabelecer que ela tem sido usada nos momentos mais impróprios, que gera um ruído na comunicação e quando isso acontece comigo eu tenho vontade de gritar. Principalmente no caso quando eu vejo que é apenas uma indecisão do interlocutor.

Me explico. Você conversa com alguém e diz a seguinte frase:

P: Oi, tudo bem? Faz tempo que não nos vemos. Vamos comer uma pizza?

R: Tô de boa.

Pronto, morreu a conversa. E o pior é que a pessoa que respondeu com a famigerada expressão está crente que deu uma resposta. Na verdade, ela deu, só não disse nada que acrescentasse ao diálogo. E a outra pessoa, ao não entender o que a resposta quis dizer fica com vergonha de perguntar o que ela quis dizer com aquilo. Não seria muito mais fácil se responder com um simples sim ou não? Vai doer se você fizer isso?

Quando eu comecei a falar com meus amigos sobre o TDB eu achei que eles iam dizer que eu estava ficando maluco – igual a quase tudo que se passa na minha cabeça antes de eu falar para alguém. No entanto, encontrei várias pessoas que se viam diante das mesmas questões: O QUE DIABOS SIGNIFICA ‘TÔ DE BOA’?

A dica para a galera da década de 1990 vem da mesma amiga que pegou o menino de 1994.

Meu amigo, não anule a questão respondendo de forma subjetiva a uma questão objetiva!

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Publicado às 19 de maio de 2014 por em História, Humor, Memórias e marcado , , , .
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