Eu tô ficando é velho, não é doido não!

idades, crise, felicidades, prazeres, tempo e 30 anos.

EU JÁ JOGUEI FUTEBOL!

cartão amarelo

Resolvi começar esse post com uma declaração polêmica: EU JÁ JOGUEI FUTEBOL! Dá para acreditar?

Minha irmã, que é a Wikipédia do futebol (todas essas informações que o Galvão dá antes de começar o jogo, ele pega com ela), me cobrou um texto sobre a copa.

Eu e futebol nunca tivemos muito a ver. Para não ser injusto, o que a copa trouxe para a minha vida foi descobrir que eu sou um pipoqueiro espetacular. Na de 94 eu tinha 10 anos, como não ligava para jogo, me deram a responsabilidade de fazer a pipoca. Pronto. Descobri meu talento. Tem gente que me liga só para pedir para uma panela especial de pipoca doce.

Eu fiquei pensando sobre o que poderia escrever sobre futebol. Por mais que eu tenha aprendido uma coisa ou outra, por osmose, com minha irmã, eu não sei muito. Sempre fico em dúvida o que é mesmo alguém em impedimento. Só que me vi neste sábado em casa, sozinho, na hora do jogo do Brasíl. Eu poderia estar vendo qualquer série, lendo qualquer coisa, mas estou aqui: escrevendo este texto e com a TV ligada no jogo. Portanto tive que admitir, eu tenho algo com futebol, nem que seja apenas o fato de ser brasileiro – detalhe que enquanto escrevia esse parágrafo, perdi o gol do Brasil.

Dos meus reais interesses nesta copa: esta história de amor.

Dos meus reais interesses nesta copa: esta história de amor.

Já fiz aulas de futebol na escola. Foi triste. Eu era ruim, fraco, nunca era escolhido e sonhava em jogar vôlei, que eu era bem melhor. No entanto, no último jogo das aulas eu tive uma surpresa. Descobri que eu poderia ser um jogador de verdade apenas porque durante o jogo tomei um cartão amarelo. Nem na hora, nem tantos anos depois, eu entendo o que fiz para tomar este cartão, mas naquele momento eu vi que não era um jogador invisível. Eu estava ali, no campo, e havia feito alguma coisa. Uma coisa ruim, talvez, mas uma coisa e poderia até ajudar a decidir uma partida.

A copa foi rolando e está uma festa linda. Eu demorei a admitir que estava acompanhando os jogos. Propaguei que da copa eu só queria ver a abertura e foi aquela decepção, então nada mais me interessaria. Contudo, quando tinha uma TV ligada eu passava e ficava olhando. Esperando um gol. Torcendo sem saber para quem por gol de todos os times, exceto os que estivessem jogando contra o Brasil. Expectativa para as manifestações que pouco vi, com destaque especial para o #ocupeestelita (link aqui) que se mantém firme e forte.

Eu tenho aceitado todos os convites para ver jogos na casa das pessoas, sejam do Brasil ou qualquer outro time. Se for na casa de alguém que é de outro país, claro, eu torço para o país do dono da casa. É o mínimo, né?

Mas uma coisa que eu adoro nesse tempo de copa são os programas de discussão depois dos jogos. Eles passam horas e horas debatendo se foi ou não foi pênalti, sendo que a super câmera da emissora há muito tempo mostrou que ele caiu fora da área. É irresistível não rir quando o debate parte para o campo do “mas e se ele tivesse feito…”. Daí toda a imaginação futebolística dos debatedores navegam sonhando com passes imaginários e gols que poderiam ter sido feitos, os mais lindos do mundo.

Já tive muita raiva de futebol, isso é fato. Já o chamei de ópio do povo, já o achei inútil, até encarar que ele é uma força e que pode ser usado para o mal ou para o bem, igual a tudo na vida, e que ele está dentro da linda categoria ESPORTE. Acontece que meu ódio era alimentado toda semana, quando eu queria assistir a novela e era dia de jogo do Flamengo (time da minha irmã). Aí, um Brasil e Argentina na final da copa do Brasil era pequeno para descrever o embate que se formava na frente da TV entre nós. Só Valesca tem as palavras precisas para definir aquele momento: era tiro, porrada e bomba – um spoiler para vocês é que o próximo post será uma análise da obra da atual pensadora, Valesca Popozuda.

Meu respeito ao futebol veio num dia em que eu conversava com ela e contava a história de algum filme, provavelmente europeu, maravilhoso, super sério e profundo. Ao terminar meu relato, ela vira-se para mim e diz “parece a história do jogador de não sei onde, ele fez assim e assim…” e era exatamente a mesma história do filme. Se não os mesmos fatos, mas os acontecimentos com o jogador tinham no final a mesma moral. No fim percebo que chegamos à mesma conclusão, mas cada um seguindo seu caminho. Daí eu relaxei e vi que ela estava sendo muito bem educada para a vida, talvez não com cinema europeu, mas com futebol.

Acho que ficarão lindas lembranças de todos dessa copa. Ela foi no Brasil sim. Tá sendo muito boa de assistir sim e, se Deus quiser, vai ter Ivete e Shakira no show de encerramento – pra compensar o fiasco da abertura e terminar à altura da beleza do espetáculo.

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Publicado às 1 de julho de 2014 por em Família, Humor, Memórias e marcado , , , .
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