Eu tô ficando é velho, não é doido não!

idades, crise, felicidades, prazeres, tempo e 30 anos.

O PRIMEIRO CAPÍTULO DE JUSTIÇA

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Quando a Globo anunciou a série Justiça, eu fiz o que me pareceu ser o mais inteligente: não li uma única linha a respeito. Vi o tema, o formato e me deixei levar totalmente pelo que me apareceria na tela. Por isso eu levei um susto quando vi que a história se passava em Recife.

Mas só deu para eu reconhecer que era Recife pelo letreiro na tela e pelos lugares que eu conhecia, porque o sotaque tava meio complicado. Débora Bloch e Marina Ruy Barbosa tentando repetir o lindo sotaque pernambucano tava puxado, mas eu não gosto de ficar embostando por causa desse tipo de coisa. Passei por cima. No geral, o primeiro capítulo foi bem legal, eu dou uma nota 8,5 e explico. A direção de José Luiz Villamarim é ótima, mas eu comecei a ter déjà-vu demais. Tudo lembra os seus trabalhos anteriores: O canto da Sereia; Amores Roubados; O Rebu; e Ligações Perigosas. Todas as cenas tem a mesma cor, as interpretações acabam tendo o mesmo tom e só mudava o lugar e o tempo onde a história se desenrolava.

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Terça começa a história de Adriana Esteves.

 Não há dúvida de que o formato é interessantíssimo e arriscado. Ao invés de quatro histórias diferentes, uma por semana, Manuela Dias, escritora da série, resolveu arriscar que o público brasileiro não é tão obtuso em relação a novos formatos de dramaturgia, como muita gente apregoa. Parabéns, Manuela. Se tanto é elogiado os novos formatos que se encontra nos Netflix da vida, por que não daria certo? Aliás, pelo que vi no primeiro capítulo, junto com a trilha sonora, as histórias em si são o que mais vai me prender nesta obra.

Agora destaque para uma “ousadia” – assim mesmo, entre aspas -, que já se tornou um clichê. No primeiro minuto da série, uma cena de sexo forte e sem nenhum contexto. Eu nem entendi porque a Débora Bloch transou com o Cassio Gabus Mendes. Ficou parecendo que foi só porque eles entraram em casa. Isso deve ter dar um tesão louco na personagem dela, porque foi ali mesmo, no meio do corredor.

E o que dizer da onda astrológica assolando a teledramaturgia com a fala “mãe, eu sou de libra. Nunca tenho 100% de certeza de nada” que a filha diz para justificar o fato de desistir de casar? É isso aí, minha gente, não dá mais para fugir. É pokemon go e mapa astral.

Mas só para deixar registrado, a abertura eu veria no repeat, sem parar. É seca, dura, sem palavras, angustiante como as situações que os personagens irão viver e que, não raro, envolve a Justiça dos homens em si mesma. Aliás, o detalhe do “ç” meio borrado no título foi genial. Quem teve o olho para perceber deve ter tido também, assim como eu, uma coceirinha no coração de sentir que ali está  o real espírito desta série.

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Publicado em 22 de agosto de 2016 por em Novela, Série, TV.
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